quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Departamento de Cultura
Do tempo do disco gravado em espiras que rodavam 78 rotações por minuto até aos dias de hoje, Luiz Goes é, sem dúvida, um dos mais representativos intérpretes da canção de Coimbra.
A representatividade recolhe-a, não só, na herança tradicional coimbrã, mas, também, nos géneros que foi capaz de interpretar e aos quais conferiu um cunho muito particular, especialmente apreciado e dificilmente imitável.
Goes é autor de 25 fados e de 18 baladas, de que se destacam Fado da Despedida, Toada Beirã, Balada da Distância, Canção do Regresso, Homem Só, meu Irmão, Romagem à Lapa, É Preciso Acreditar, entre muitos outros. Fado, toada, balada, canção.
Luiz Goes atravessou uniformemente os diferentes géneros da canção de Coimbra com um fio condutor: a sua voz inconfundível de barítono ao serviço de um conjunto de temas criteriosamente escolhidos ou criados.
Goes foi colega de José Afonso e de António Portugal no liceu D. João III, de Coimbra, e com eles chegou a integrar o conjunto de António Brojo, um artista de décadas anteriores que continuava a ser uma referência incontornável para as gerações mais novas e que pensavam a canção de Coimbra de uma forma mais evoluída.
No 7° ano do Liceu, Luiz Goes canta a sua primeira canção, Feiticeira, da autoria de Ângelo Araújo. Não mais pararia. Integra o Orfeon Académico, onde foi solista, a Tuna e o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra.
Após o serviço militar cumprido como alferes-médico na Guiné, Goes reinicia a sua carreira, entretanto já a viver em Lisboa, onde desempenhava a sua actividade clínica. E é nesta segunda fase da sua obra que vai ter a colaboração, embora sob pseudónimo, do guitarrista Carlos Paredes mas, também, de João Bagão, António Andias, Aires de Aguiar, enquanto que, à viola, recebeu os contributos de Fernando Alvim, Fernando Neto e Durval Moreirinhas.
Tendo gravado pela primeira vez em 1953, Luiz Goes apresenta um enorme conjunto de registos discográficos que o tornam num dos mais editados e conhecidos artistas de Coimbra.
Além dos já referidos êxitos fonográficos, destacam-se Coimbra de Ontem e de Hoje, Canções do Mar e da Vida, Canções do Amor e de Esperança, Canções para Quase Todos.
Enviado por Ricardo Trilho y Blanco.

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