quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ANDANÇAS PARA A LIBERDADE de Camilo Mortágua

Hoje é dia de vos convidar para o lançamento do livro "Andanças para a Liberdade", de Camilo Mortágua, que será apresentado por Maria Eduarda Rosa..
O local é no auditório da Biblioteca Pública João José da Graça, na Horta, pelas 21:30 horas.
Consulte o blog: http://tercapelo.blogs.sapo.pt/
ANDANÇAS PARA A LIBERDADE é o título do 1º volume de memórias de Camilo Mortágua. São memórias de um homem nascido na província (Estarreja) em 1934, neto de Aureliano Tavares (falecido na prisão por participar nas lutas políticas da época). Camilo veio ainda em criança trabalhar para Lisboa tendo emigrado aos 17 anos para a Venezuela. Este 1º volume termina com o assalto ao Santa Maria em 1961.

Muito haveria a dizer sobre a vida de Camilo Mortágua, um humanista (muito justamente condecorado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a medalha de Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa) que sempre lutou pela liberdade e pela dignidade do ser humano. Basta lembrar como exemplo, o seu papel nas Aldeias Comunais em Moçambique, a criação do projecto Terras Dentro e dois dos cargos que ainda hoje, com os seus 75 anos, ele ocupa: Presidente das Universidades Populares da Europa e Editor Geral da revista VIVER, propriedade da Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul com sede em Vila Velha de Ródão.

ANDANÇAS PARA A LIBERDADE é um livro editado pela Esfera do Caos que se lê com muito agrado, pois está escrito duma forma muito criativa, o que poderá surpreender o leitor, uma vez que se trata de um livro de memórias. Camilo Mortágua para contar a sua história cria vários heterónimos a que chama Comité de Auto-análise comportamental, aos quais vai consultando sempre que se torna necessário tomar decisões. Muitas são as peripécias interessantes narradas neste livro, sendo uma das mais fascinantes o périplo pela América do Sul de Lambreta, a fazer propaganda desta marca. Neste livro pode ver-se como se pode crescer por dentro, mesmo com dificuldades económicas, aproveitando as possibilidades que a vida dá. Aconselho todos os jovens do Ensino Secundário a lerem este livro. Reflictam neste exemplo de vida. Camilo Mortágua, trabalhando em criança, quando emigrou aos 17 anos, já levava lidos cerca de 300 livros!

Vale bem a pena ler o testemunho de vida de Camilo Mortágua, pois ajudar-nos-á certamente a tomar coragem para resolver o paradoxo que todos somos e a conhecer um português que nasceu e viveu em dois regimes ditatoriais (em Portugal e na Venezuela) que, além de deixar a sua marca na História de todos nós, se revela também um grande escritor. Deixo-vos com um excerto das suas memórias aos 19 anos, em 1953, na Venezuela, que mostra bem o ideal a que Camilo Mortágua ainda hoje é fiel:
“Sem disso ter então consciência, graças ao ditador de Santa Comba, tive oportunidade de poder encontrar, anos mais tarde, um caminho para o SER...empenhando vida, família e improvável fortuna, na luta pela LIBERDADE do meu País, na luta contra a miséria material e cultural de todos os “Pátios Fundos” do Mundo, e pela afirmação e universalização de valores...”

Texto de Maria Eduarda Rosa

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