terça-feira, 16 de março de 2010

José Afonso em Cascais

Qual a melhor maneira de recordar Zeca Afonso depois de vinte e três anos ocorridos desde o seu falecimento? Evocar a sua obra através das suas palavras e das suas canções.
E porque não juntar a isto um grande amigo do Zeca? E ainda outro amigo? Quase que apetece dizer que viessem mais cinco, mas foram dois os ilustres visitantes que a Escola Profissional de Teatro de Cascais teve o prazer de acolher na tarde do dia 15 de Março: Durval Moreirinhas e Teotónio Xavier. Através do professor Carlos Carranca e dos alunos da escola, conseguiu-se uma tarde de grande confraternização onde se cantaram canções emblemáticas como "Canto Moço" ou "Os Vampiros", tudo isto graças à mestria dos dois grandes músicos já mencionados. Ouvimos, pela boca dos nossos convidados, histórias que mostram o grande carácter do Zeca e recordámo-lo ainda através de umas palavras escritas por Urbano Tavares Rodrigues no seu último livro. Evocámos ainda dois grandes nomes ligados à canção de Coimbra (e não só): Adriano Correia de Oliveira e Luiz Goes. Tempo ainda para lembrar a guitarra de Artur e Carlos Paredes, e até para tocar uma composição de Almeida Santos.
Um exemplo como o do Zeca não pode ser lembrado apenas em alturas de evocações, é preciso cantá-lo diariamente para alguns eunucos que ainda possam andar por aí; a juventude anda atenta e sussurra baixinho: "...não me obriguem a vir para a rua gritar...".
O nosso património não é apenas feito de pedras, temos um património humano de excelência, uma cultura humana e artística. Lembremos sempre o Zeca, e que nos cantem canções de embalar apenas quando nós quisermos...

Renato Pino, aluno finalista da Escola Profissional de Teatro de Cascais

Para mais fotos, consultar: http://pedrojorgeblogger.blogspot.com/

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