quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Jorge Cravo em mais um comentário à Guitarra e Canto de Coimbra. Diário de Coimbra de 27-9-2010.

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3 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

As voltas que a pena dá para justificar uma certa tese de Canção "versus" Fado de Coimbra que, aliás, só tem interesse académico.
Mas não é necessário ofuscar e até denegrir a grande força que o Povo, com as suas virtudes e misérias, deu ao Fado e á Guitarra. E não foi uma descida, mas antes aquilo o poeta Pedro Homem de Melo disse: a subida, ao Povo, da sua poesia através do fado.
Enquanto Lisboa progride no reconhecimento da sua música, Coimbra continua sem entender as palavras de Torga, "recusando-se a pôr de lado a borla e o capelo da mistificação, a abrir nos seus muros medievais um postigo sequer que deixe entrar qualquer luz actual".

29 de setembro de 2010 às 16:15  
Anonymous Anónimo disse...

Concordo com o que o anónimo do post anterior deixou escrito. Vou mais além, e digo que o Fado teve um papel marcante em Coimbra, apesar das incessantes tentativas do Exmo. Sr. Jorge Cravo em negar a sua relevância, recusando a análise pelo prisma da ciência histórica e preferindo uma visão romântica ou política dos factos, que é facilmente refutável no plano histórico e musical, com recurso a abundantes evidências. Apesar de discordar geralmente daquilo que o Sr. Jorge Cravo escreve, devo dizer, no entanto, que é de louvar o seu esforço na promoção da nossa cultura. Quanto às casas de "Fados" em Coimbra, creio que só fariam sentido se fossem criadas em espaços dirigidos à concorrência e ao convívio entre os estudantes, a quem compete manter a chama acesa, e acho até que, nesse caso, seria uma óptima iniciativa, que se bem executada, com involvimento do pessoal estudante, traria certamente resultados. A Canção de Coimbra, se não for retomada no calor do convívio e das manifestações académicas do dia-a-dia, corre o risco de se tornar uma peça de prateleira.

30 de setembro de 2010 às 23:34  
Anonymous Anónimo disse...

Este segundo comentário vem pôr o dedo na ferida . O que há é cada vez menor relação entre a vida académica propriamente dita e a música de Coimbra como elemento agregedor do dia a dia . Devia haver espaços onde a tradição do convívio fosse vivida como agente transformador da vida mas não é o espectáculo propriamente dito que se procura mas o convívio que não é mais do que VIVER COM . É necessério saber VIVER COM a música de Coimbra se nós a sentirmos nossa,importante . E não para exibicionismos vocais ou guitarristicos.

1 de outubro de 2010 às 10:51  

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