sábado, 6 de março de 2010

Engenheiro Carlos Couceiro

Faleceu o Eng.º Carlos Couceiro.
A notícia, esperada, emocionou todos os seus Amigos.
Acabaram os ensaios do “Porta Férrea – Grupo de Fados de Antigos Estudantes de Coimbra”, de que ele era o principal animador e entusiasta, na sua casa do Restelo, como, durante anos, fora na sua casa da Avenida da Liberdade. Aí, nesse espaço de Amizade, Solidariedade e Espírito Académico, se prepararam tantas actuações para encontros académicos, reuniões de solidariedade ou simples encontros de Amigos, mas sempre onde a mística de Coimbra estivesse presente.
Espírito superior e multifacetado, o Carlos Couceiro era o Engenheiro construtor de pontes, estradas e auto-estradas e que dava aulas no Ensino Universitário; o Poeta que nos encantava com a facilidade e a mestria dos seus Poemas, dos quais as Fábulas foram, e serão no futuro, um repositório de valores que convidam ao estudo e à reflexão; o Guitarrista que tinha nas mãos e na cabeça toda a Coimbra que ele amava tão profundamente e que vivera de forma tão intensa nos anos que por lá passara, aliás, sempre presente no seu dia a dia; o Desportista que defendera o negro da sua Académica no futebol, no hóquei em patins e na natação, nos seus tempos de estudante; o Amigo de todos os que com ele conviveram e que na sua casa tinham sempre uma porta aberta para cultivar a Amizade e a Música de Coimbra, em especial às segundas-feiras, quando havia ensaio do “Porta Férrea”. Aliás, para tocar, cantar ou apenas conviver, todos eram bem-vindos à sua casa!
Mas, para mim, acima de tudo era a Amizade que ele cultivava como o bem supremo da Vida! Por isso, o Carlos Couceiro só tinha Amigos! E muitos!
Nesta hora de dor e saudade pelo grande Amigo que nos deixa, convido todos a um momento de pausa para o nosso pensamento se dirigir para ele e, para os crentes, uma singela oração em sua memória.
Lisboa, 6 de Janeiro de 2010
“Tito” Costa Santos

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1 Comentários:

Anonymous Armenio Mendes Mesquita disse...

Saudoso Carlitos
Espera por nós com a tus guitarra e a cana de pesca com
um alfinete a fazr de anzol. Daremos um grande salto da
quarta prancha para a piscina, mesmo que esteja vazia.
Adeus até breve.
Armenio

7 de março de 2010 às 12:25  

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