GUITARRA DE COIMBRA III
Continuação dos Blogs Guitarra de Coimbra II (http://guitarrasdecoimbra.blogspot.com/) e Guitarra de Coimbra I (http://guitarradecoimbra.blogspot.com/)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
RECORDANDO CARLOS COUCEIRO

(Carta de Santos Silva a Carlos Carranca)
Prezado Amigo
Carlos Carranca:
16/03/2010
O falecimento do nosso querido Amigo Carlos Couceiro deixou-me abalado (mesmo sabendo há muito que aquela doença, naquela idade, era fatal). O Carlos e o Zeca foram os meus dois grandes amigos da juventude (direi mesmo, da vida). Tão diferentes que eram, ambos exerceram em mim um fascínio especial. Sobre o Zeca já disse tudo no caderno de recordações a que dei o título de “Zeca Afonso Antes do Mito” (salvo aquelas emoções mais íntimas e finas, que são indizíveis). Sobre o Carlos têm-me vindo à memória coisas que andavam adormecidas: cenas, conversas, fragmentos de vivências, o som peculiar das suas risadas, a vibração da sua vitalidade, do seu calor humano que irradiava…
Às vezes pergunto-me: será possível que tudo Aquilo que ele era, tanto fogo, tanto Sol, tanta abundância de talentos, esteja agora reduzido a um punhado de cinzas? Noutro dia, a minha Mulher deu-me uma resposta sábia: “pensa que não é um ‘punhado de cinzas’ mas, sim, uma mão cheia de boas memórias – vive-se enquanto se é lembrado por algum coração…”
Nos últimos anos, o Carlos e eu mantivemos um relacionamento assíduo: eu escrevia-lhe e ele telefonava-me. Ao rever algumas das minhas cartas, guardadas na memória do PC, encontrei algumas engraçadas. Vou transcrever-lhe uma, na parte que fala da nossa pequena “república”, que o Carlos baptizou de Sobado Kàkulo, em homenagem a um soba lendário que existiu na zona do Lobito (da etnia Ubúndu).
Situava-se, tal “república”, no 1.º andar da última casa da Couraça dos Apóstolos (ao fundo, à direita), em plena Alta antiga. Era uma “república” só de dormir e estudar, pois não tinha cozinha em condições (nem havia empregada permanente) e a retrete era um cubículo estreito[1] onde nem dava jeito tomar banho: aos domingos íamos ao hospital velho, aos balneários públicos, onde se podia tomar duche à descrição ou mergulhar numas antiquíssimas e enormes banheiras (salvo erro, custava 1$00 com direito a toalhão). A “república” tinha um salão com três camas e mais dois pequenos quartos. Normalmente, viviam lá cinco ou seis, a que se juntavam, por vezes, alguns adventícios (entre os quais o Zeca, quando se zangava com a Mulher, a Maria Amália). Que estudante, hoje, se sujeitaria a tal “conforto”? Mas a renda era em conta: 240$00 (40$00 por cabeça), e o senhorio pouco exigente na data do pagamento. A vizinhança era, também, simpática e conivente (apanhava-nos a roupa que caía da corda de secar, avisava-nos da aproximação dos funcionários que vinham cortar a água/luz…); à frente havia uma pequena mercearia que nos fiava, se necessário, alguma bucha para acalmar a fome (pão com chouriço, carapaus de escabeche, bolachas torradas, cervejas…). Era giro – sobretudo, descontraído e fraterno!
Pois aqui vai, então, o extracto da carta acima referida:
“Há alguns dias, ao relembrar com saudade o meu tio Joaquim (o tio Quim, como lhe chamávamos), irmão de minha mãe – o boémio da família, memorialista da Coimbra antiga, escritor e conversador infatigável, que passava o tempo nas tascas e casas de má fama da Baixa – ‘Quando não bebo pelo menos 12 bicas por dia, já não consigo dormir’, dizia –, veio-me à lembrança uma cena engraçada que ocorreu com ele na nossa saudosa República do Sobado Kàkulo.
“Entrei para a “república” em princípios de 1952, viviam lá, então: tu, o Júlio, o Serafino e o Rodriguez. Nesse ano, eu que era um aluno razoável, estava a afundar-me: a convivência com o Zeca Afonso (simultaneamente, rica e depressiva), a falência financeira do meu pai, um sarilho amoroso-sexual em que me envolvi na casa onde estava hospedado, etc, deitaram-me abaixo. Adoeci (psicologicamente), cheguei a pontos de perder toda a sensibilidade do corpo, dos pés ao pescoço – um grande susto! Como consequência, perdi esse ano (desisti a meio da prova oral de Física, com o Dr. Almeida Santos): o meu primeiro e único chumbo. Em Outubro desse ano, tu foste para o Porto (Engenharia) e eu fiquei na “república”, mais um ano, a marcar passo.
“Foi nessa época (se não me engano) que o Jorge Serafino, com o seu jeitão para o desenho, se meteu a decorar a sala grande da “república” transformando-a na Sala Sextina, numa paródia à Capela Sistina do Vaticano. Nas paredes, ninfas semi-desnudas esvoaçavam e, sobre as cabeceiras das camas, musas, de seios opulentos e oferecidos, acolhiam-nos quando acordávamos… E, num dos cantos das paredes-tecto, desenhou uma escada e um alçapão para um imaginário sótão, e, no topo da escada, umas pernas e um rabo de mulher, como se fosse a subir – a ilusão era perfeita!
“Ora num belo dia, o meu tio Quim (que tinha estado com os meus pais, em Vila Cortês) veio bater à porta da “república” para me entregar uma encomenda da minha mãe (talvez um bolo). Eu, que ainda estava deitado, levantei-me em pijama e fui abrir a porta, sem saber quem era. O meu tio entrou na sala, contemplou o “harém” das paredes e, nisto, deu com os olhos no canto da sala onde havia a tal escada desenhada, o alçapão e a “rapariga” a subir, meia entrada já no “sótão”. O tio Quim estacou! Atirou-me o embrulho para as mãos e saiu porta fora. Eu fui atrás dele a chamá-lo. Desceu as escadas e, antes de sair para a rua, respondeu-me: “Diz à rapariga que desça. Eu não lhe mordia, também já fui rapaz!”.
“Por mais que, depois, lhe contasse a verdade, nunca acreditou. E, possivelmente, o meu chumbo daquele ano ficou, para ele, a dever-se à rambóia que se vivia na Sobado Kàkulo, com ninfas e musas desenhadas sobre as camas e raparigas verdadeiras a fugirem pela escada do sótão…
“E é assim que algumas vezes se inventa a história…”
O Carlos adorou esta peripécia e eu, de quando em vez, contava-lhe outras. Mas agora já não dá…
Receba um abraço de amizade – reforçado com a que o Carlos lhe tinha, como ele muitas vezes me disse. Comprimentos também para a sua Rosinha.
Santos Silva
Prezado Amigo
Carlos Carranca:
16/03/2010
O falecimento do nosso querido Amigo Carlos Couceiro deixou-me abalado (mesmo sabendo há muito que aquela doença, naquela idade, era fatal). O Carlos e o Zeca foram os meus dois grandes amigos da juventude (direi mesmo, da vida). Tão diferentes que eram, ambos exerceram em mim um fascínio especial. Sobre o Zeca já disse tudo no caderno de recordações a que dei o título de “Zeca Afonso Antes do Mito” (salvo aquelas emoções mais íntimas e finas, que são indizíveis). Sobre o Carlos têm-me vindo à memória coisas que andavam adormecidas: cenas, conversas, fragmentos de vivências, o som peculiar das suas risadas, a vibração da sua vitalidade, do seu calor humano que irradiava…
Às vezes pergunto-me: será possível que tudo Aquilo que ele era, tanto fogo, tanto Sol, tanta abundância de talentos, esteja agora reduzido a um punhado de cinzas? Noutro dia, a minha Mulher deu-me uma resposta sábia: “pensa que não é um ‘punhado de cinzas’ mas, sim, uma mão cheia de boas memórias – vive-se enquanto se é lembrado por algum coração…”
Nos últimos anos, o Carlos e eu mantivemos um relacionamento assíduo: eu escrevia-lhe e ele telefonava-me. Ao rever algumas das minhas cartas, guardadas na memória do PC, encontrei algumas engraçadas. Vou transcrever-lhe uma, na parte que fala da nossa pequena “república”, que o Carlos baptizou de Sobado Kàkulo, em homenagem a um soba lendário que existiu na zona do Lobito (da etnia Ubúndu).
Situava-se, tal “república”, no 1.º andar da última casa da Couraça dos Apóstolos (ao fundo, à direita), em plena Alta antiga. Era uma “república” só de dormir e estudar, pois não tinha cozinha em condições (nem havia empregada permanente) e a retrete era um cubículo estreito[1] onde nem dava jeito tomar banho: aos domingos íamos ao hospital velho, aos balneários públicos, onde se podia tomar duche à descrição ou mergulhar numas antiquíssimas e enormes banheiras (salvo erro, custava 1$00 com direito a toalhão). A “república” tinha um salão com três camas e mais dois pequenos quartos. Normalmente, viviam lá cinco ou seis, a que se juntavam, por vezes, alguns adventícios (entre os quais o Zeca, quando se zangava com a Mulher, a Maria Amália). Que estudante, hoje, se sujeitaria a tal “conforto”? Mas a renda era em conta: 240$00 (40$00 por cabeça), e o senhorio pouco exigente na data do pagamento. A vizinhança era, também, simpática e conivente (apanhava-nos a roupa que caía da corda de secar, avisava-nos da aproximação dos funcionários que vinham cortar a água/luz…); à frente havia uma pequena mercearia que nos fiava, se necessário, alguma bucha para acalmar a fome (pão com chouriço, carapaus de escabeche, bolachas torradas, cervejas…). Era giro – sobretudo, descontraído e fraterno!
Pois aqui vai, então, o extracto da carta acima referida:
“Há alguns dias, ao relembrar com saudade o meu tio Joaquim (o tio Quim, como lhe chamávamos), irmão de minha mãe – o boémio da família, memorialista da Coimbra antiga, escritor e conversador infatigável, que passava o tempo nas tascas e casas de má fama da Baixa – ‘Quando não bebo pelo menos 12 bicas por dia, já não consigo dormir’, dizia –, veio-me à lembrança uma cena engraçada que ocorreu com ele na nossa saudosa República do Sobado Kàkulo.
“Entrei para a “república” em princípios de 1952, viviam lá, então: tu, o Júlio, o Serafino e o Rodriguez. Nesse ano, eu que era um aluno razoável, estava a afundar-me: a convivência com o Zeca Afonso (simultaneamente, rica e depressiva), a falência financeira do meu pai, um sarilho amoroso-sexual em que me envolvi na casa onde estava hospedado, etc, deitaram-me abaixo. Adoeci (psicologicamente), cheguei a pontos de perder toda a sensibilidade do corpo, dos pés ao pescoço – um grande susto! Como consequência, perdi esse ano (desisti a meio da prova oral de Física, com o Dr. Almeida Santos): o meu primeiro e único chumbo. Em Outubro desse ano, tu foste para o Porto (Engenharia) e eu fiquei na “república”, mais um ano, a marcar passo.
“Foi nessa época (se não me engano) que o Jorge Serafino, com o seu jeitão para o desenho, se meteu a decorar a sala grande da “república” transformando-a na Sala Sextina, numa paródia à Capela Sistina do Vaticano. Nas paredes, ninfas semi-desnudas esvoaçavam e, sobre as cabeceiras das camas, musas, de seios opulentos e oferecidos, acolhiam-nos quando acordávamos… E, num dos cantos das paredes-tecto, desenhou uma escada e um alçapão para um imaginário sótão, e, no topo da escada, umas pernas e um rabo de mulher, como se fosse a subir – a ilusão era perfeita!
“Ora num belo dia, o meu tio Quim (que tinha estado com os meus pais, em Vila Cortês) veio bater à porta da “república” para me entregar uma encomenda da minha mãe (talvez um bolo). Eu, que ainda estava deitado, levantei-me em pijama e fui abrir a porta, sem saber quem era. O meu tio entrou na sala, contemplou o “harém” das paredes e, nisto, deu com os olhos no canto da sala onde havia a tal escada desenhada, o alçapão e a “rapariga” a subir, meia entrada já no “sótão”. O tio Quim estacou! Atirou-me o embrulho para as mãos e saiu porta fora. Eu fui atrás dele a chamá-lo. Desceu as escadas e, antes de sair para a rua, respondeu-me: “Diz à rapariga que desça. Eu não lhe mordia, também já fui rapaz!”.
“Por mais que, depois, lhe contasse a verdade, nunca acreditou. E, possivelmente, o meu chumbo daquele ano ficou, para ele, a dever-se à rambóia que se vivia na Sobado Kàkulo, com ninfas e musas desenhadas sobre as camas e raparigas verdadeiras a fugirem pela escada do sótão…
“E é assim que algumas vezes se inventa a história…”
O Carlos adorou esta peripécia e eu, de quando em vez, contava-lhe outras. Mas agora já não dá…
Receba um abraço de amizade – reforçado com a que o Carlos lhe tinha, como ele muitas vezes me disse. Comprimentos também para a sua Rosinha.
Santos Silva

António dos Santos Silva, é o autor do excelente livro "Zeca Afonso - Antes do Mito", da editora Minerva, ano 2000.
Etiquetas: Carlos Couceiro
sábado, 6 de março de 2010
Engenheiro Carlos Couceiro
Faleceu o Eng.º Carlos Couceiro.A notícia, esperada, emocionou todos os seus Amigos.
Acabaram os ensaios do “Porta Férrea – Grupo de Fados de Antigos Estudantes de Coimbra”, de que ele era o principal animador e entusiasta, na sua casa do Restelo, como, durante anos, fora na sua casa da Avenida da Liberdade. Aí, nesse espaço de Amizade, Solidariedade e Espírito Académico, se prepararam tantas actuações para encontros académicos, reuniões de solidariedade ou simples encontros de Amigos, mas sempre onde a mística de Coimbra estivesse presente.
Espírito superior e multifacetado, o Carlos Couceiro era o Engenheiro construtor de pontes, estradas e auto-estradas e que dava aulas no Ensino Universitário; o Poeta que nos encantava com a facilidade e a mestria dos seus Poemas, dos quais as Fábulas foram, e serão no futuro, um repositório de valores que convidam ao estudo e à reflexão; o Guitarrista que tinha nas mãos e na cabeça toda a Coimbra que ele amava tão profundamente e que vivera de forma tão intensa nos anos que por lá passara, aliás, sempre presente no seu dia a dia; o Desportista que defendera o negro da sua Académica no futebol, no hóquei em patins e na natação, nos seus tempos de estudante; o Amigo de todos os que com ele conviveram e que na sua casa tinham sempre uma porta aberta para cultivar a Amizade e a Música de Coimbra, em especial às segundas-feiras, quando havia ensaio do “Porta Férrea”. Aliás, para tocar, cantar ou apenas conviver, todos eram bem-vindos à sua casa!
Mas, para mim, acima de tudo era a Amizade que ele cultivava como o bem supremo da Vida! Por isso, o Carlos Couceiro só tinha Amigos! E muitos!
Nesta hora de dor e saudade pelo grande Amigo que nos deixa, convido todos a um momento de pausa para o nosso pensamento se dirigir para ele e, para os crentes, uma singela oração em sua memória.
Lisboa, 6 de Janeiro de 2010
“Tito” Costa Santos
Etiquetas: Carlos Couceiro
Biografia de Carlos Couceiro , extraída do livro de José Niza, Fado de Coimbra II, da colectânea Um século de Fado, da Ediclube, 1999.Etiquetas: Carlos Couceiro
Morreu Carlos Couceiro. Eram 19 horas e trinta quando este Grande Amigo nos deixou. Coloco-vos aqui alguns links para poderem recordar o que neste Blog se apresentou sobre Carlos Couceiro e as homenagens que lhe foram prestadas.Até sempre, Amigo.
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2010/01/carlos-carranca-enviou-me-este-poema.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/05/tito-costa-santos-enviou-me-esta-foto.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/05/do-blog-da-carlos-carranca-httpwww.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/04/blog-post.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/05/tito-costa-santos-enviou-me-esta-foto.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/05/do-blog-da-carlos-carranca-httpwww.html
http://guitarracoimbra.blogspot.com/2009/04/blog-post.html
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Carlos Carranca enviou-me este poema dedicado a Carlos Couceiro, que fez no passado dia 3, 80 anos. No livro "Coimbra à Guitarra", neste poema, a dedicatória a Carlos Couceiro não ficou registada, por lapso, embora já esteja na edição em francês desta obra de Carlos Carranca.Neste dia de aniversário, os amigos fizeram uma festa em sua homenagem. Estiveram presentes os cantores: Luiz Goes, Augusto Camacho, Mário Soares da Veiga , José Henrique Dias, Lacerda e Megre, Carlos Carranca, o Maio (não sei o primeiro nome dele). Violas: António Toscano, Soares da Costa e Durval Moreirinhas. Guitarras: Carlos Couceiro (conseguiu acompanhar dois fados e no fim ainda tocou a Balada de Coimbra) e o Teotónio Xavier. O Toscano ainda deu uma perninha na guitarra.
Nota: No poema faltam o til e o acento agudo em algumas letras. Para clarificar o texto, transcrevo dois versos: é o vinho e é o pão... Que o tempo é o de voltar...
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
"Tito" Costa Santos enviou-me esta foto da homenagem a Carlos Couceiro, no Penedo da Saudade, no dia 26-4-09. Chamou-lhe "Malta do Ré menor"!
Podemos ver, em primeiro plano: Luís Plácido, Luís Marçal, Luís Loureiro, Mário Veiga, Durval Moreirinhas, Teotónio Xavier, Soares da Costa, Octávio Sérgio e Augusto Camacho.
Em segundo plano: "Tito" Costa Santos e Mário Rovira.
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domingo, 10 de maio de 2009
Do Blog de Carlos Carranca, http://www.ccarranca.blogspot.com/ , retirámos este convite para o lançamento do livro de Carlos Couceiro, "Memórias".*
A Escola Superior de Educação Almeida Garrett, a Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, o Autor e as Edições MinervaCoimbra convidam para o lançamento do livro "MEMÓRIAS", de Carlos Couceiro.
A apresentação será feita por José Henrique Dias e Carlos Carranca.
A sessão realiza-se no próximo dia 14 de Maio, pelas 18h30, na Escola Superior de Educação Almeida Garrett, Palácio de Santa Helena (Largo do Sequeira n.º 7, Alfama), em Lisboa.
Na mesma ocasião estará também disponível, agora com chancela das Edições MinervaCoimbra, a 5.ª Edição do livro "FÁBULAS DO TEMPO PRESENTE… E DO TEMPO FUTURO", do mesmo autor e com ilustrações de Frederico Sá Pinto, João Sousa Marques e Vasco San Payo.
Carlos Alberto Martins Couceiro nasceu no Lobito, Angola, a 03 de Janeiro de 1930. Aí estudou até aos 15 anos, vindo depois para Coimbra, sua terra de adopção e que tão vincadamente o marcou, onde concluiu o liceu (D. João III). Surgem então as primeiras poesias, tão de braço dado com a guitarra e os desportos. Faz os Preparatórios de Engenharia e transita de seguida para o Porto onde conclui o Curso de Engenharia Civil. Uma breve passagem por Lisboa – onde continua a viver com a madrugada – e depois o almejado regresso a Angola.Em 1974 volta a Lisboa onde toma base para circular pela Arábia Saudita, pelos Emiratos Árabes, pela Líbia e por Angola. Ainda no Liceu obtém, em poesia, uma Menção Honrosa nos Jogos Florais da Queima das Fitas da Universidade de Coimbra. Já em Angola são-lhe conferidos, por diversas vezes, Prémios e Menções Honrosas nos Jogos Florais do C. F. B. e nos Jogos Florais Luso-Brasileiros da C.U.F. Vive no intervalo das horas. E quanto, assim!, desleixa de vocação poética e desaproveita de natural intuição para as Matemáticas Superiores. E quantos poemas ficados em apontamentos perdidos ou na memória que acabou por esquecê-los!… Está com Bertrand Russel na sua lógica matemática, no seu socialismo humanista, na sua filosofia dos temas simples, no seu agnosticismo. Apoia a sua inserção social na Tolerância, na Bondade, na Verdade e na Justiça, de onde recolhe Amigos de todos os quadrantes sociais, políticos e religiosos. Tem como principais passatempos os desportos, a guitarra e a poesia.
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